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Câncer e má alimentação: qual é a relação?

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Câncer e má alimentação: qual é a relação?

Prestar atenção nas escolhas alimentares é uma estratégia extremamente importante de autocuidado. Isso porque os alimentos são nossos grandes aliados na promoção da saúde, no bem-estar e, consequentemente, ampliam a qualidade de vida e contribuem na prevenção de doenças. 

Mas quais são os alimentos que contribuem para a saúde? Acertou se você pensou nos in natura e minimamente processados. Assim como orienta o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, alimentos in natura ou minimamente processados são a base ideal para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável. Variedade significa consumir alimentos de todos os tipos – grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes – e diversificar as escolhas de cada grupo alimentar – feijão, arroz, milho, batata, mandioca, tomate, abóbora, laranja, banana, frango, peixes etc.

Em outras palavras, é a comida de verdade a maior e melhor fonte de saúde. Em contrapartida, os alimentos ultraprocessados devem ser evitados porque representam um risco à saúde das pessoas. Assim, de acordo com o Guia, a composição nutricional desbalanceada inerente à natureza dos ingredientes dos alimentos ultraprocessados favorece doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer, além de contribuir para aumentar o risco de deficiências nutricionais.

O alto índice de doenças crônicas, bastante associado à uma alimentação não saudável e outros fatores de risco, preocupa principalmente porque antes elas eram mais recorrentes entre pessoas com idade mais avançada, mas muitos desses problemas atingem agora adultos jovens e até mesmo adolescentes e crianças.

Um exemplo dessa deficiência nutricional, presente nos alimentos ultraprocessados, é o baixo teor de fibras, que são essenciais para a prevenção de algumas doenças crônicas, incluindo o câncer. De acordo com o Guia Alimentar, a ausência de fibras decorre da falta ou da presença limitada de alimentos in natura ou minimamente processados nesses produtos. Essa mesma condição faz com que os alimentos ultraprocessados sejam pobres também em vitaminas, minerais e outras substâncias com atividade biológica que estão naturalmente presentes em alimentos in natura ou minimamente processados.

Além disso, o consumo de alimentos ultraprocessados, que é o caso dos produtos congelados e prontos para aquecimento como pratos de massas, pizzas, hambúrgueres e extratos de carne de frango ou peixe empanados do tipo nuggets, salsichas e outros embutidos, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados e bebidas açucaradas, por exemplo, favorece o ganho excessivo de peso. De acordo com Maria Eduarda Leão, que é Chefe da Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), sobrepeso e obesidade aumentam as chances de desenvolver pelo menos doze tipos de câncer, incluindo os mais incidentes na população brasileira, como o de mama na pós-menopausa e o câncer colorretal.

Mas existem ainda outros tipos de tumores frequentemente relacionados à má alimentação, sendo a maior parte deles localizados em órgãos do sistema digestivo. Além dos já citados, de acordo com Maria Eduarda, fortes evidências científicas mostram a relação da alimentação com o câncer de boca, faringe e laringe, estômago, esôfago (adenocarcinoma), endométrio, pâncreas, vesícula biliar, fígado e rim.

“Já temos evidências científicas consistentes de que o consumo desses produtos alimentícios está associado ao excesso de gordura corporal.  Além disso, algumas técnicas utilizadas durante o processamento, como para realçar sabor ou melhorar a preservação, também podem favorecer o surgimento do câncer. Temos como exemplo as carnes processadas, presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru e blanquet de peru. Já as substâncias presentes na fumaça do processo de defumação e os conservantes (como os nitritos e nitratos) também adicionados durante o processamento, juntamente com o sal, podem provocar o surgimento de câncer de intestino (cólon e reto) ”, explica a especialista. 

(Fonte: Saúde GOV)

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